REFLEXÃO

Artigo de Opinião
11/10/2017

Alunos, professores face à sociedade da informação.

A sociedade da informação exige de seus cidadãos o desenvolvimento de competências de acesso, avaliação e gestão da informação. Estas novas competências devem ser adquiridas e desenvolvidas na escola.

De imediato se coloca uma questão social a ser discutida pela escola e pela sociedade: e das diferenças acesso de informações e da necessidade de alcançarmos a igualdade de oportunidades, sem produzirmos a exclusão social na informática: a infoexclusão.

Resta para escola, alem disso, possibilitar o desenvolvimento da capacidade de discernir entre a informação valida ou invalida, correta ou incorreta, pertinente ou pertinente ou supérflua. Acrescenta-se a isto, a necessidade de desenvolvermos a competência para organizar o pensamento e a ação em função da informação.

O desenvolvimento destas competências para o trabalho, nos contextos que permitirão desenvolve-las, exigem novas atitudes dos alunos, dos professores e das escolas como organizações aprendentes.

A sociedade da informação em que vivemos

Vivemos hoje na era da Informação, numa sociedade marcada pelo uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação – as TICs-, complexas, repleta de sinais contraditórias consegue lidar com esse novo panorama social em que se entrecruzam novas idéias e novos problemas, novas oportunidades, desafios e ameaças.

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As TICs possibilitam, por outra forma, a aquisição do conhecimento, a liberação, o processo cientifico, a geração de solidariedade, cabendo aos cidadãos o discernimento entre estas possibilidades e a alienação, a manipulação, a opressão ou a injustiça.

Nesse sentido, o mundo marcado pela riqueza informativa, precisa urgentemente do poder classificador do pensamento. Para explicar esse mundo, Edgar Morin afirma que só o pensamento pode organizar o conhecimento. Para conhecer, é preciso pensar. Em vez de uma cabeça bem cheia, reclama-se uma cabeça bem feita (Morin, 2000). Para Alarcão, uma cabeça bem feita é aquela que é capaz de transformar a informação em conhecimento pertinente.

Para Morin, o conhecimento pertinente é aquele capaz de situar a informação em seu contexto. Assume-se a necessidade da compreensão, por meio dos conhecimentos, dos sentidos que atribuem as pessoas, aos acontecimentos, às coisas e às relações que se estabelecem entre esses elementos.

Feitas essas considerações, constatamos que a escola não detém o monopólio do saber; o professor não é o único transmissor do saber e o aluno já não é mais o receptáculo de conteúdos, mas ele tem de aprender a gerir e a relacionar informações, a transformar o seu conhecimento e o seu saber.

A escola precisa ser vista como uma organização aprendente, tem de ser um sistema aberto, pensante e flexível. Sistema aberto sobre si mesmo, e aberto à comunidade em que se insere.

O tempo que vive passou a se chamar por a sociedade da informação, mas rapidamente se passou a chamar por sociedade da informação e do conhecimento.

Diretora executiva da ABPed - Associação Brasileira dos Pedagogos, Pedagoga, Profª do ensino fundamental I